Jogadoras da seleção feminina dos EUA entram com ação para exigir salários iguais ao dos homens

Neste momento nos Estados Unidos, as jogadoras da seleção de futebol feminino estão liderando uma ação contra a federação exigindo a mesma premiação do futebol masculino.




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Nesse caso, o argumento da performance é ridículo porque as mulheres são multipremiadas e os homens nem sequer passam das quartas na Copa do Mundo. A audiência na TV é maior para mulheres. Então por que elas ganham menos?

De acordo com os números levantados pelas atletas e pela EEOC, cada jogadora dos EUA ganha de US$ 3.600 a US$ 4.950 por jogo pelo país, dependendo da importância do confronto e do resultado. Já os jogadores levam de US$ 6.250 a US$ 17.625.

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As mulheres faturariam US$ 99 mil cada se vencessem cada um dos 20 amistosos disputados no ano, número mínimo exigido pela U.S. Soccer, enquanto os homens ganhariam US$ 263.320 pelo mesmo feito. E mais: o time masculino ainda receberia US$ 100 mil mesmo se perdessem todas estas partidas.




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Os números são ainda mais distantes se comparados aos ganhos de cada equipe em suas participações nas Copas do Mundo. Campeã do Mundial de 2015 no Canadá, a seleção feminina recebeu um total de US$ 2 milhões, enquanto os homens faturaram US$ 9 milhões no Mundial 2014 no Brasil, mesmo eliminados nas oitavas de final.

Carli Lloyd, eleita a Bola de Ouro da Fifa 2015, Alex Morgan, Hope Solo, Megan Rapinoe e Becky Sauerbrunn reivindicaram um aumento de 40% de seus salários, o que as deixaria em iguais condições que os homens.

As atletas contam com o apoio da Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC, na sigla em inglês), órgão norte-americano que luta contra a discriminação trabalhista.



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